Estudantes mostram robô que tem reações similares a seres humanos na Campus Party

Como informamos aqui na semana passada, aconteceu em São Paulo a 8ª edição da Campus Party Brasil, como acontece todos os anos milhares de novidades foram apresentados no evento, entre elas estudantes da  Universidade São Judas Tadeu mostraram um robô que tem reações similares a seres humanos.


Quatro estudantes de Engenharia de Computação da Universidade São Judas Tadeu criaram um robô interativo capaz de apresentar reações similares a humanos, ou animais, em situações como presença de luz, som, aproximação, entre outras funções.

O projeto foi desenvolvido em parceria com a Intel e esteve disponível para apresentação aos visitantes da Campus Party nos dias 5, 6 e 7 de fevereiro, no estande da empresa.

Willian Soares dos Santos, de 25 anos, é um dos integrantes do grupo e conta que o robô é capaz de interagir com o meio ambiente. “Em um ambiente sem luz, o robô entende que é necessário dormir. Ao ser exposto a luminosidade, ele reage como se estivesse acordado”, explica. A tecnologia desenvolvida pelo grupo fez uso da plataforma de desenvolvimento Intel Galileo, que foi fornecida sem custos pela empresa.

O estudante acredita que o projeto tem grande potencial de desenvolvimento, ampliando ainda mais as formas de interação do robô com o ambiente em que está inserido.

Tive a oportunidade de trocar algumas ideias com os estudantes sobre o projeto. Confira abaixo mais detalhes passados pelos mesmos.


Como vocês tiveram essa ideia?

Tínhamos visto uma estrutura fixa que somente identificava um objeto. Em conversa com o nosso orientador na época, ele achou a ideia legal pois ele havia comprado recentemente para sua filha um brinquedo que interagia com as crianças por R$ 300,00, ou seja, há um mercado para essa aplicação que paga bem.

Quais os principais componentes usados para fazer o robô e quanto tempo levou até o estágio de hoje?

A plataforma de desenvolvimento Intel Galileo (fornecida sem custos em parceria com a Intel), servomotores, sensores de distância, luminosidade e temperatura. Foi desenvolvido como trabalho de conclusão do curso de Engenharia de Computação durante o último ano na Universidade São Judas Tadeu (2014).

Como esse desenvolvimento de vocês pode auxiliar as pessoas?

Atualmente o foco principal é o entretenimento, porém, com as adaptações necessárias, como, por exemplo, rodas, ele pode ajudar as pessoas pegando objetos em determinadas distâncias, ou, em conjunto com a rede elétrica da residência, controlar a luminosidade do ambiente.

O que vocês esperam para o futuro? A ideia é aperfeiçoar esse projeto? O que pretendem fazer?

Esperamos continuar desenvolvendo equipamentos do tipo. Sim, colocando mais formas de interação, como recebimento de SMS e conexão à internet.



Não preciso nem dizer que o projeto tem potencial, e o quanto é bom ver brasileiros desenvolvendo boas ideias.

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